Se ele é feliz sem você, seja feliz sem ele! ;)
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Cansei de quem gosta como se gostar fosse mais uma ferramenta de marketing. Gostar aos poucos, gostar analisando, gostar duas vezes por semana, gostar até as duas e dezoito. Cansei de gente que gosta como pensa que é certo gostar. Gostar é essa besta desenfreada mesmo. E não tem pensar. E arrepia o corpo inteiro, mas você não sabe se é defesa para recuar ou atacar.
Eu eu gosto de você porque gostar não faz sentido. Permita-se! Se você acha que no fundo mesmo, apesar de todas essas reuniões e palavras em inglês que só querem dizer que você não sabe o que está falando, o que importa é ter pra quem mostrar que saiu o arco-íris. Permita-se! Porque eu não quero que você tenha essa pressa ao ponto de ajudar com as próprias mãos. Eu quero que você sinta esse prazer que chega aos poucos. E mata tudo que há em volta. E explode os relógios. E chega aos poucos ainda que você ainda não saiba nem quem é pouco e nem quem é lento. Porque você morre. Se você prefere a vida quando se morre um pouco por alguém. Permita-se!
Eu não faço a menor idéia de como esperar você me querer. Porque se eu esperar, talvez eu não te queira mais. Eu não quero ir embora e esperar o dia seguinte. Porque cansei dessa gente que manda ter mais calma. E me diz que sempre tem outro dia. E me diz que eu não posso esperar nada de ninguém. E me diz que eu preciso de uma camisa de força. Se você puder sofrer comigo a loucura que é estar vivo. Se você puder passar a noite em claro comigo de tanta vontade de viver esse dia sem esperar o outro, se você puder esquecer a camisa de força e me enrroscar no seu corpo para que duas forças loucas tragam algum aquilibrio. Se você puder ser alguém de quem se espera algo, afinal, é uma grande mentira viver sozinho, permita-se.
Eu só queria alguém pra vencer comigo esses dias terrivelmente chatos.
Eu eu gosto de você porque gostar não faz sentido. Permita-se! Se você acha que no fundo mesmo, apesar de todas essas reuniões e palavras em inglês que só querem dizer que você não sabe o que está falando, o que importa é ter pra quem mostrar que saiu o arco-íris. Permita-se! Porque eu não quero que você tenha essa pressa ao ponto de ajudar com as próprias mãos. Eu quero que você sinta esse prazer que chega aos poucos. E mata tudo que há em volta. E explode os relógios. E chega aos poucos ainda que você ainda não saiba nem quem é pouco e nem quem é lento. Porque você morre. Se você prefere a vida quando se morre um pouco por alguém. Permita-se!
Eu não faço a menor idéia de como esperar você me querer. Porque se eu esperar, talvez eu não te queira mais. Eu não quero ir embora e esperar o dia seguinte. Porque cansei dessa gente que manda ter mais calma. E me diz que sempre tem outro dia. E me diz que eu não posso esperar nada de ninguém. E me diz que eu preciso de uma camisa de força. Se você puder sofrer comigo a loucura que é estar vivo. Se você puder passar a noite em claro comigo de tanta vontade de viver esse dia sem esperar o outro, se você puder esquecer a camisa de força e me enrroscar no seu corpo para que duas forças loucas tragam algum aquilibrio. Se você puder ser alguém de quem se espera algo, afinal, é uma grande mentira viver sozinho, permita-se.
Eu só queria alguém pra vencer comigo esses dias terrivelmente chatos.
sábado, 24 de setembro de 2011
Ela é uma moça de poses delicadas, sorrisos discretos e olhar misterioso. Ela tem cara de menina mimada, um quê de esquisitice, uma sensibilidade de flor, um jeito encantado de ser, um toque de intuição e um tom de doçura. Ela reflete lilás, um brilho de estrela, uma inquietude, uma solidão de artista e um ar sensato de cientista. Ela é intensa e tem mania de sentir por completo, de amar por completo e de ser por completo. Dentro dela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez. Ela tem aquele gosto doce de menina romântica e aquele gosto ácido de mulher moderna.
Caio Fernando Abreu
sábado, 17 de setembro de 2011
Não sei, simplesmente me deu vontade de escrever mais uma vez para você. Estranho é que mesmo com a incerta certeza que você não irá ler isso e mesmo com a distância, eu ainda insisto em sentir uma necessidade absurda de ti. Eu não sabia como começar a escrever isso, sobre o que colocar nela. Então, me sentei numa cadeira, observando a rua, um tanto quanto parada. Calma. Passei o dia inteiro, observando cada movimento do pássaros que ali cantarolavam, notando cada detalhe de cada flor. A noite estava caindo, o vento frio começou a aparecer. A lua está ali, surgindo devagar para clarear. Peguei um chocolate quente. É nessa hora, principalmente, que a saudade do que nunca foi meu, entra aqui sem pedir licença. As lágrimas tentam cair e a minha luta diária de impedir isso, recomeça. Respiro fundo. Será que o destino ainda vai ter alguma surpresa para nós? Ainda vai fazer perceber que um precisa do outro? Não sei. Talvez demore. Talvez nunca aconteça. Quem sabe você não é tudo aquilo que um dia eu procurei? Eu sei que estás aí, cuidando de mim, em algum lugar. Então, por favor, me promete vir logo? Entra aqui, não precisa me avisar quando. Só vem. Suspiro. Cai uma lágrima nesse pedaço de papel manuscrito. Olho para o céu e assim me distraio. Eu costumo ir sonhar contigo, idealizar horas que passaremos juntos. Das risadas sem sentido, que surgirão. Dos beijos, sejam eles como forem. Ninguém me entende bem o que sonhar é para mim. O sonho é o único lugar que eu posso te chamar de meu, mesmo sabendo que talvez nunca se realize. Eu abro os olhos e percebo que não está ao meu lado, mas insisto em esperar. Só não demora muito tá?
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